Rio - A ascensão das classes C e D tem estimulado a formação de um novo perfil de consumidor. Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a evolução dos preços de serviços não prioritários no orçamento familiar tem alta acumulada de 9,24% em 12 meses até junho no Índice de Preços ao Consumidor (IPC-BR).
Os serviços chamados ''supérfluos'' são responsáveis pela maior parte do incremento dos preços. No IPC-BR, os preços dos serviços não comercializáveis, como despesas médicas e funerárias, acumulam alta de 8,5% enquanto a inflação varejista média é de 6,40%. No Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, a inflação de serviços subiu 8,7% em 12 meses.
Analistas alertam que a inflação dos supérfluos só tende a crescer. Para o professor das faculdades Ibmec, Felipe Lacerda, esta é uma consequência do aumento da renda e da maior criação de vagas formais na economia.

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