São Paulo - A inflação de outubro medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,75%, segundo informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em setembro, a inflação pelo IPCA havia sido de 0,45%. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,38% no ano e de 5,20% nos 12 meses encerrados no mês passado. O índice engloba a variação de preços para famílias com rendimentos mensais de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas principais áreas urbanas do País. A inflação medida pelo IPCA no mês passado, é a maior apurada pelo IBGE para meses de outubro desde 2002, quando os preços subiram 1,31%. A informação foi divulgada pela coordenadora de índices de preços do instituto, Eulina Nunes dos Santos.
Segundo ela, a taxa acumulada de janeiro a outubro deste ano, de 4,38%, também já supera a inflação de todo o ano passado, quando chegou a 4,31%. Apesar da forte pressão dos alimentos e também de serviços como colégios (6,64%, a maior contribuição de alta para a inflação no ano), empregado doméstico (9,55%), condomínio (5,08%) e conserto de automóvel (5,71%), Eulina destaca itens que estão contribuindo para conter a alta do IPCA em 2010.
Alguns deles têm o preço vinculado ao dólar, como é o caso de artigos de limpeza (alta de 1,09% de janeiro a outubro) e artigos de higiene pessoal (aumento de 2,04%), além de combustíveis (avanço de 0,35%), automóveis novos (baixa de 0,95%) e automóveis usados (recuo de 1,56%). Segundo destacou Eulina, apenas 26 itens pesquisados são responsáveis por quase 80% do IPCA acumulado em 2010.
O IPCA também é o índice oficial utilizado pelo Banco Central (BC) para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta de inflação para 2010 foi estabelecido em 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

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