Inflação de maio pelo INPC cai e fica em 0,11%
RIO - A inflação de maio, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), foi de 0,11%, inferior à inflação de abril, que ficou em 0,60%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio foi de 0,41%, ante os 0,88% de abril. Ambos são calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O INPC mede a variação de preços pagos por famílias com renda mensal de um a oito salários mínimos e o IPCA mede os preços pagos por famílias com renda de um a 40 salários.
A inflação acumulada no ano é de 2,68% pelo INPC e de 3,53% pelo IPCA. O resultado anualizado - somando os resultados dos últimos 12 meses - mostra uma inflação de 6,95% pelo INPC e de 7,71% pelo IPCA.
O economista Sérgio Monteiro Marques, técnico do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE, atribuiu a queda da inflação em maio à redução dos preços do grupo alimentação e dos preços públicos, cujos aumentos impactaram mais fortemente o resultado de abril. O INPC registrou aumentos de 17,71% no item comunicações, de 2,17% no item roupas femininas, de 3,29% na energia elétrica e de 7,14% no salário das empregadas domésticas.
O técnico do IBGE afirmou que a inflação de junho deverá ficar em torno de 0,20%. Segundo Marques, o ritmo da queda dos produtos alimentícios deverá ser menor.
Indústria No mês de abril a produção industrial cresceu em praticamente todas as regiões pesquisadas pelo IBGE, que divulgou ontem os resultados de sua pesquisa sobre a expansão industrial. A única exceção foi Pernambuco, onde a queda foi de 5,2%. Os melhores resultados, comparando a produção de abril com o mesmo mês do ano passado, foram observados na região Sul: Santa Catarina (10,5%), Paraná (10,8%) e Rio Grande do Sul (16,2%).
Em São Paulo, o crescimento chegou a 8,5% em abril, enquanto nos demais locais as foram inferiores à média brasileira, de 7,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, até abril, a indústria paulista apresentava crescimento de 4,2%.
O melhor desempenho anual foi o do Rio Grande do Sul (com expansão de 11,8%), Paraná (9,2%) e Santa Catarina (7,6%). Em São Paulo o crescimento acumulado é de 5,1%; em Minas, de 4,9%, no Rio de Janeiro, de 4,5% e no Nordeste, de 1,3%.





