São Paulo - O aumento das despesas com habitação em maio fizeram com que a inflação do mês passado afetasse mais o orçamento das famílias com maior poder aquisitivo, aquelas que percebem mensalmente renda de R$ 2.972,90. Para este estrato de renda, o Índice do Custo de Vida (ICV) mediu uma inflação de 0,18%, taxa 0,07 ponto porcentual acima da variação de 0,11% apurada em abril. ''As elevações na Habitação tiveram maior impacto para as famílias do 3º estrato de renda, uma vez que a elevação no valor do condomínio e dos serviços domésticos afetou mais esta classe de consumidores'', afirma a coordenadora do ICV, Cornélia Nogueira Porto.
De acordo com a coordenadora, nos demais estratos as taxas ficaram em 0,14% para as famílias mais pobres, com renda de R$ 377,49 por mês e em 0,09% para as famílias com renda intermediária, de R$ 934,17. De acordo com o Dieese, a contribuição da alta da Alimentação foi diferenciada para os três estratos de renda. Para as famílias mais pobres, a alta dos alimentos contribuiu com 0,08 ponto porcentual da inflação; para o estrato intermediário de renda, em 0,05 ponto porcentual, e para as famílias com maior poder aquisitivo, a contribuição foi de 0,11 ponto porcentual.
O grupo Saúde também apresentou impactos sobre as rendas das famílias semelhantes ao da Habitação. O menor impacto, de 0,04 ponto porcentual, recaiu sobre as famílias mais pobres. Para o estrato intermediário, a contribuição foi de 0,05 ponto porcentual e para os mais ricos, de 0,08 ponto. O motivo destes impactos, de acordo com o Dieese, está no reajuste do subgrupo assistência médica, que aumenta na proporção da elevação da renda familiar. No caso do grupo Transportes, cuja queda teve origem no subgrupo individual por causa das quedas nos preços do álcool (8,21%) e gasolina (-1,35%), as família mais beneficiadas foram as mais ricas, que despendem parte de seus rendimentos com transportes individuais.

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