Inflação de janeiro fechou em 2,25%
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2003
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os reajustes nos preços de combustíveis ocorridos entre o final do ano passado e início deste foram os principais responsáveis pelo aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de janeiro. O IPCA apresentou uma variação de 2,25% e ficou 0,15 ponto percentual acima do resultado de dezembro, que foi de 2,10%. Nos últimos 12 meses, o índice ficou na casa dos 14,4%, ou seja, 1,94% acima do período anterior.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento da taxa de um mês para o outro foi provocado basicamente pelo reajuste no preço dos combustíveis e nas tarifas de ônibus urbanos. A gasolina passou de 1,28% para 8,82% e foi responsável pela maior contribuição individual no índice do mês, 0,39 ponto percentual. A seguir vieram as tarifas dos ônibus urbanos, que passaram de 2,67% para 4,99% e contribuíram com 0,23 ponto, registrando aumentos em seis das 11 áreas pesquisadas.
Já os alimentos apresentaram desaceleração no ritmo de crescimento de preços. Apesar dos aumentos ainda expressivos, a maioria dos produtos revelou reduções nas taxas de variações de preços de dezembro para janeiro, a exemplo do óleo de soja, que caiu de 5,42% para 2,69%, e do macarrão que passou de 5,32% para 2,85%.
Em Curitiba, a variação foi de 0,07 ponto percentual. O maior índice regional foi registrado em Salvador (2,74%), onde vários itens tiveram aumentos acima da média. O menor resultado ficou com Recife (1,70%).
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, e se refere a famílias com rendimento monetário entre um e 40 salários-mínimos. A pesquisa abrange nove regiões metropolitanas do País, além do município de Goiânia e de Brasília.
Para cálculo do IPCA de janeiro foram comparados os preços coletados no período de 27 de dezembro a 29 de janeiro (referência) com os preços vigentes no período de 27 de novembro a 26 de dezembro de 2002 (base).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 2,47% e ficou 0,23 ponto percentual abaixo do resultado de dezembro, 2,70%. Os alimentos, que haviam aumentado 4,25% em dezembro e passaram para 2,44%, foram os responsáveis pela redução na taxa de um mês para o outro.


