Inflação de fevereiro em Curitiba sobe para 1,5%
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sexta-feira, 05 de março de 1999
Carmem Murara 
Os preços dos produtos e serviços tiveram um aumento médio de 1,5% para as famílias curitibanas que recebem de um a 40 salários mínimos por mês, em fevereiro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Curitiba) foi divulgado ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná (Ipardes). A inflação seguiu a mesma tendência de alta registrada em São Paulo e, pela previsão feita pelos economistas do Ipardes, a alta deve se repetir neste mês por causa do aumento do preço dos combustíveis, que deve ter um impacto entre 0,2 e 0,4 ponto percentual no índice total.
A inflação curitibana foi impulsionada pelo preço dos alimentos e bebidas, cuja variação ficou em 3,7%, contribuindo com 0,73 para o índice total. Os produtos industrializados foram os que mais pesaram dentro do item alimentos. A carne moída de primeira está 13,9% mais cara, o óleo de soja subiu 17,1% e o pão francês 10,1%, por causa da importação do trigo.
Depois do item alimentação, os serviços ligados à saúde e cuidados pessoais tiveram uma variação de 3,2%. Já as despesas com plano de saúde ficaram 13,3%. mais caras.
O percentual de reajuste nos artigos para residências superaram, inclusive, os alimentos e bebidas, mas este grupo não pesa tanto nas despesas familiares, por isso não é colocado como fundamental para definir o índice inflacionário. A média de aumento foi de 4,1%, sendo que o preço dos microcomputadores ficaram 24,4% mais caros. Os artigos de vestuário ajudaram a segurar a inflação, registrando uma queda de 1,2%. As despesas pessoais caíram 0,3%.
O diretor do Centro Estadual de Estatísticas do Ipardes, Arion César Foerster disse que muitos produtos aumentaram por causa da variação cambial, mas houve casos em que os empresários aproveitaram a oportunidade para aumentar os preços. Houve especulação em alguns setores, mas também houve o fator sazonal, que provocou a alta de alguns produtos, afirmou Foerster.
O IPC é calculado para um período de 30 dias, sendo que sua divulgação é feita sempre no quinto dia útil de cada mês. A coleta de dados é feita com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares, feita entre 1995 e 96, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A metodologia é mesma utilizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de São Paulo. São coletados 80 mil preços de 373 subitens dos grupos: alimentação, habitação, artigos de residência, vestuário, transporte e comunicação, saúde e cuidados especiais e despesas pessoais.


