Curitiba - A inflação em Curitiba no mês de agosto aumentou 0,87% impulsionada pelo aumento nos preços da gasolina e álcool. Com esse resultado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) acumula uma taxa de 8,32% no período de janeiro a agosto e de 9,26% nos últimos 12 meses.
O grupo Transporte e Comunicação, que inclui o comércio de combustíveis, foi o que mais pressionou a inflação, com uma contribuição de 0,79% no índice, quase a totalidade do IPC. Não fossem os aumentos desses produtos registrados em agosto, o índice geral deveria ter sido de 0,08%. Só o álcool combustível teve alta de 22,35%; a gasolina, alta de 8,17%; carro usado, alta de 1,77%; carro zero quilômetro, alta de 1,94%. Houve pressão também por parte do reajuste da telefonia fixa, que teve alta de 5,09%.
O grupo Alimentos e Bebidas foi o segundo que mais pressionou a inflação de agosto, com uma alta de 1,06%, contra 0,73% do mês anterior. A alta foi provocada principalmente pelo aumento no preço do tomate, batata, açúcar refinaldo e refeição fora de casa. No grupo Habitação, a variação foi de 0,88% com o aumento da energia elétrica residencial que teve alta de 5,28%, em consequência do resíduo do reajuste concedido em junho.
A expectativa é que o IPC caia abaixo de 0,5% em setembro. De acordo com o Ipardes, a pressão nos preços ocorrida em agosto não deverá se repetir, salvo um reajuste nos preços dos combustíveis por parte da Petrobras. Também os reajustes dos preços administrados foram encerrados este ano.

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