Inflação de Curitiba quase bate meta anual
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segunda-feira, 07 de junho de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Em cinco meses, a inflação acumulada em Curitiba já quase atingiu a meta de 5,5% estipulada pelo Banco Central (BC) para 2004. Com a variação de 1,09% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), em maio, o acumulado no ano é de 5,31%. O grande responsável pela alta foi o grupo de alimentos e bebidas, com aumento de 1,66%. No grupo, a alta mais significativa foi a do tomate, que subiu 80,65%. Os números foram divulgados, ontem, pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
O economista do Ipardes, Gino Schlesinger, disse que é muito raro um produto in natura do grupo de alimentos e bebidas ser o item de maior peso na inflação, mas foi o que aconteceu. Além de ter a maior alta, o tomate foi o que teve maior influência na composição do custo de vida do curitibano. Do mesmo grupo, o leite pasteurizado, com alta de 4,57%, foi o segundo item de maior peso no índice. Apresentaram redução de preço a tangerina (-30,34%), a maçã (-13,67%) e a mandioca (-12,12%).
O grupo de transportes e comunicação teve alta de 1,17%, ficando com o segundo lugar em influência no índice geral. Nesse grupo, os aumentos de maior impacto foram no preço dos automóveis de passeio e utilitários usados (1,44%), e na tarifa de ônibus urbano (3,59%). Schlesinger lembrou que o aumento na tarifa de R$ 1,75 para R$ 1,90 foi em abril, mas houve reflexo também em maio. O álcool combustível e automóveis de passeio zero quilômetro também tiveram aumentos de 4,77% e 1,29%, respectivamente. A gasolina apresentou queda de 0,80%.
A expectativa para junho, segundo Schlesinger, é de que o IPC caia pela metade, ficando em 0,50%. Isso se não houver surpresa de novo aumento nos combustíveis, pois no grupo de alimentação a tendência é de os preços ficarem mais estáveis ou com variações pequenas. Outro fator que pode passar a ter impacto, lembrou o economista, é o aumento médio de 9%, autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no planos de saúde. Muitas empresas, segundo o economista, até o mês de maio, não tinham repassado o reajuste.


