Curitiba - A inflação de abril em Curitiba, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atingiu o índice de 1% - considerado o mais alto do País. No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, a inflação na cidade calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, já acumula 2,81%. No mês passado, foi de 0,63%.
A média nacional do IPCA em abril ficou em 0,80%. Depois de Curitiba, as capitais mais caras foram Belo Horizonte (MG), com 0,99%, e Fortaleza (CE) que registrou inflação de 0,98%. O aumento nos preços da gasolina e botijão de gás tiveram os maiores reflexos sobre o IPCA em abril.
Em Curitiba, a inflação disparou devido à alta de 10,79% no preço da gasolina, superando os índices registrados em outras capitais. A média nacional ficou em 8,70%. Também o aumento no preço dos automóveis novos (2,93%) e alimentos (0,46%) superou os índices de outras regiões.
No País - A média de 0,80% no País representa a maior taxa no quarto mês do ano desde 1997, quando cravou 0,88%. Apenas os reajustes da gasolina (8,7%) e do gás de cozinha (8,74%) responderam por quase 60% da inflação captada pelo IBGE.
Com os três aumentos nos preços da gasolina entre março e abril, a redução anunciada do início do ano de 25% nas refinarias está sendo praticamente anulada e os preços do produto voltam ao nível de dezembro.
O IPCA de abril avançou 0,20 ponto porcentual comparado à taxa de 0,60% em março. Enquanto o impacto da gasolina foi de 0,34 ponto porcentual no índice de abril, a contribuição do gás de botijão chegou a 0,13 ponto, num total de 0,47 ponto.
Os alimentos, contudo, compensaram em parte o avanço de preços. Depois de subirem por 15 meses seguidos, desde janeiro de 2001, os preços dos alimentos caíram em abril (-0,32%). Em abril do ano passado, o grupo aumentou 1,80%, por conta da estiagem e do avanço do câmbio.
‘‘A queda do preço dos alimentos aconteceu por uma boa oferta de produtos, uma safra estimada em mais de 98 milhões de toneladas/ano, clima favorável. Além disso, a pecuária também vem ajudando com quedas dos preços das carnes’’, afirmou a chefe do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.
Questionada sobre eventual efeito do recente aumento do câmbio sobre os preços agrícolas, Eulina disse que há quedas em abril muito grandes em itens com produção local, como arroz (-4,64%) e feijão-preto (-4,05%).
Segundo o IBGE, os preços da gasolina captados caíram 14,53% nos dois primeiros meses do ano, mas já subiram 13,22% no acumulado de março a abril. O produto subiu nas refinarias três vezes, informou o IBGE: 2,2% (dois de março), 9,39% (16 de março) e 10,08% (06 de abril). ‘‘A redução está sendo praticamente anulada pelos resultados entre março e abril’’, disse Eulina.

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