Curitiba - A inflação do mês de janeiro, em Curitiba, medida pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas, ficou em 0,86%, acima da média nacional, de 0,79% e quase seis vezes maior que a inflação da cidade, em dezembro de 2001 (0,15%).
Os grupos que mais contribuiram para o aumento do Indice de Preços ao Consumidor (IPC), na capital, foram educação, leitura e recreação (4,19%), despesas diversas (2,04%) e alimentação (1,23%). A inflação de janeiro ainda não captou o reajuste nas tarifas de transporte coletivo, o que deve refletir na inflação de fevereiro, disse o superintendente do ISAE/FGV (Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getulio Vargas), Norman de Paula Arruda Filho.
Com a volta às aulas, o grupo de educação, leitura e recreação foi o que mais impulsionou a inflação em todo o País, registrando o índice médio mais alto do Brasil, em todos os grupos: 2,94%. Porém, em Curitiba, o IPC foi ainda maior, chegando a 4,19%, levando a capital paranaense de um dos menores índices nacionais no setor, em dezembro, para um dos maiores do Brasil, em janeiro. Os serviços que apresentaram maior influência neste grupo foram os cursos: superior (7,85%), primeiro grau (8,14%), segundo grau (6,29%), línguas estrangeiras (4,96%) e informática (8,42%).
Segundo o superintendente, houve um aumento generalizado nas matrículas e mensalidades de escolas em cursos em todos os níveis, do primeiro ao terceiro grau. ‘‘O setor de educação está recuperando preços que estavam represados e projetando aumentos que poderá vir a ter esse ano, sem poder repassar, uma vez que o reajuste é feito uma vez por ano’’, explicou.
Para Arruda Filho, o bom desempenho da economia do Estado e o crescimento das vendas da indústria não impedem que as pressões de preços continuem sendo praticados, como está ocorrendo no setor da Educação. Apesar disso, ele não acredita em descontrole inflacionário este ano, apesar de os índices iniciarem o ano em alta. Sem nada que justifique pressão maior sobre os preços, Arruda acredita que os índices serão neutralizados pelo aumento de produção ou pela troca de produtos por parte dos consumidores.

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