Inflação da Fipe é recorde: 0,85%
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quarta-feira, 04 de julho de 2001
Agência Folha De São Paulo 
O município de São Paulo registrou inflação de 0,85% no mês de junho, a mais elevada do ano e a maior desde agosto de 2000, quando atingiu 1,55%, puxada, naquele mês, pela alta das tarifas públicas. Os números são do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Em maio, a inflação havia ficado em 0,17%. Em abril, a taxa foi de 0,61%, em março, de 0,51%, em fevereiro, de 0,11%, e, em janeiro, de 0,38%. O resultado fechado de junho reflete o comportamento crescente da inflação ao longo do mês: 0,35% na primeira quadrissemana, 0,66% na segunda e 0,95% na terceira.
A inflação de 0,85% em junho foi puxada pelo grupo transportes, com alta de 4,24%, refletindo o aumento das passagens dos ônibus urbanos, de R$ 1,15 para R$ 1,40.
O grupo transportes já havia apresentado alta de 2,77%, na primeira quadrissemana, de 4,30%, na segunda, e de 5,63%, na terceira. Também subiram os preços dos grupos despesas pessoais (+0,81%), vestuário (+0,56%), habitação (+0,25%), educação (+0,16%) e saúde (+0,06%).
Na outra ponta, caíram os preços do grupo alimentação (-0,17%). Os preços dos alimentos, que vinham pressionando a inflação desde o início do ano, recuaram desde o início do mês. Na primeira quadrissemana, a baixa foi de 0,96%, na segunda, de 0,64% e, na terceira, de 0,55%. O IPC da Fipe mede a inflação para a faixa de renda familiar entre 1 e 20 salários mínimos.
FMINa próxima semana, o governo brasileiro provavelmente terá de se explicar para a missão técnica do Fundo Monetário Internacional devido ao descumprimento de uma das metas trimestrais de inflação do acordo com o órgão.
No dia 13 de julho, dois dias antes de a missão sair do País, o IBGE divulga o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho. De acordo com o Banco Central, o mercado trabalha com um índice de 0,6%. Se isso se confirmar, a inflação acumulada em 12 meses até junho será de 7,43%. A meta prevista no acordo é de 5,9%. Quando ela é superada em mais de um ponto percentual, o governo brasileiro tem de se explicar para o Fundo. Se ultrapassar dois pontos, deve ser feita uma consulta à direção da instituição sobre as medidas a ser adotadas.


