Rio - A inflação percebida pelas famílias de baixa renda ficou em 1,64% em março, taxa maior do que a observada em fevereiro (0,83%), de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Com o resultado, o índice acumula altas de 4,54% no ano e de 8,91% em 12 meses.
Segundo o economista da FGV André Braz, as famílias de baixa renda já passaram pelo pior momento de 2015. Mesmo assim, no saldo deste ano, elas terão o orçamento mais comprometido com a inflação do que a média das famílias brasileiras.
"Os (preços) administrados pesam mais para as famílias. Como este é um ano de (inflação nos) administrados, isso vai se refletir em inflação maior para a baixa renda", comentou Braz. "Mas boa parte da inflação esperada para este ano já ficou nesse primeiro trimestre", acrescentou.
O IPC-C1 subiu impulsionado principalmente pela energia elétrica, que ficou 21,13% mais cara na esteira do reajuste extraordinário concedido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) às distribuidoras.

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