Rio - A inflação percebida pelas famílias de baixa renda, que recebem entre 1 e 2,5 salários mínimos ao mês, fechou o ano com alta de 6,29%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Os gastos com alimentação, educação, habitação e despesas diversas pesaram mais no bolso dos consumidores mais pobres em 2014. Os alimentos ficaram até 7,48% mais caros, e as despesas com educação cresceram 8,67%. Já os custos com comunicação, transportes e vestuário subiram menos, ajudando a compensar o resultado final.
Como consequência, a inflação da baixa renda no ano foi inferior à inflação média apurada entre as famílias com renda mensal superior, entre 1 e 33 salários mínimos. O Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-Br), também calculado pela FGV, mostrou alta de 6,87% no ano passado.
Apesar da alta menos intensa no fechamento do ano, o IPC-C1 encerrou dezembro pressionado. No mês, o indicador registrou alta de 0,70%, uma aceleração em relação à taxa de 0,56% de novembro. Houve impacto maior dos aumentos dos alimentos (1,05%) e reajustes nos transportes (0,72%). Ficaram mais caros em dezembro o tradicional prato de arroz com feijão, a batata-inglesa, a tarifa de ônibus urbano e a corrida de táxi. Por outro lado, houve redução nos preços do leite longa vida, tomate, queijo muçarela e banana-prata.

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