Buenos Aires, Argentina - A desaceleração da inflação na Argentina, que chegou a 3,1% em junho na comparação com maio, não foi suficiente para reduzir o descontentamento da população, que realizará hoje o primeiro "panelaço" contra o governo do presidente Mauricio Macri.
Em maio, os preços haviam avançado 4,2% ante abril. No mês passado, por sua vez, o indicador ficou 0,6 ponto percentual acima do máximo projetado pelo ministro da Fazenda do país, Alfonso Prat-Gay. Em junho, Prat-Gay havia dito a investidores em Nova York que a inflação seria de 2% a 2,5% durante o mês.
O ministro estimava fechar o ano com uma elevação dos preços de até 25%. Só nos primeiros seis meses de 2016, no entanto, o índice chegou a 27%, segundo levantamento do Congresso Nacional feito com informações de consultorias independentes.
Não há uma inflação oficial para o primeiro semestre, pois o primeiro dado do governo Macri para o indicador foi o de maio. Sob o kirchnerismo (2003-2015), houve denúncias de manipulação da inflação. A nova gestão precisou dos primeiros meses deste ano para reformular o índice.
A desaceleração da inflação é vital para Macri, pois os preços argentinos representam uma das maiores insatisfações no país hoje.
Em junho, os aluguéis e os serviços básicos, como o gás, subiram 7,1% ante maio, sendo os principais responsáveis pela subida dos preços.

mockup