São Paulo - A inflação na cidade de São Paulo medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe caiu para 0,07% em março, ante 0,26% no mês anterior. É a menor taxa desde novembro de 2000, quando o índice teve variação negativa de 0,05%. Mas para este mês a Fipe já espera uma alta de 0,25%, por causa do aumento nos preços da gasolina. No entanto, o coordenador do IPC-Fipe, Heron do Carmo manteve a previsão de inflação de 4% para o ano, por entender que a alta nos preços do petróleo é transitória.
O economista não acredita que o aumento do petróleo possa comprometer a meta de inflação para 2002, de 3,5%, com tolerância de dois pontos porcentuais para mais ou para menos pelo IPCA, calculado pelo IBGE.
Em março, a variação de 0,07% do IPC foi menor que o previsto pela Fipe, que no começo do mês falava em uma taxa em torno de 0,20% para o fechamento do período. De acordo com Heron do Carmo, o que surpreendeu foi o comportamento dos preços da alimentação, que tiveram variação negativa de 0,27% no mês passado, ante uma alta de 0,87% em fevereiro. A Fipe previa estabilidade de preços para o setor. Além disso, o índice captou variação de apenas 3,8% nos preços da gasolina, abaixo do que a Fipe esperava (5%).
A coordenadora do Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cornélia Nogueira Porto, acredita ser muito pouco provável que o Banco Central (BC) atinja a meta de inflação estabelecida para este ano, de 3,5% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo, após a escalada de preços do petróleo.

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