Inflação aparece sob controle na primeira quinzena do mês
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sexta-feira, 19 de julho de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) ficou em 0,07% em julho, ante 0,38% em junho, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os itens transporte (-0,55%) e alimentos (-0,18%) foram os principais responsáveis pela desaceleração. Em junho, a inflação em transporte havia ficado em +0,10% e, nos alimentos, em +0,27%.
No grupo alimentação e bebidas, registraram deflação itens como tomate (-16,78%), feijão carioca (-3,86%), óleo de soja (-3,13%). Outros itens que registraram impacto para baixo foram o etanol (-3,17%) e a gasolina (-0,69%). Também mostraram queda artigos de residência (-0,06% em julho, ante +0,68% em junho) e vestuário (-0,17% em julho, contra +0,72% em junho).
Ainda contribuíram para a desaceleração o item de saúde e cuidados pessoais, que teve alta de 0,20% em julho, ante 0,72% em junho. Já educação registrou alta de 0,11%, ante 0,17% em junho.
O resultado do IPCA-15 veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 0,02% e 0,24%, com mediana de 0,09%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,52% e, em 12 meses, a variação é de 6,40%.
Para Valmor Rovaris, superintendente da Associação Paranaense dos Supermercados (Apras), a desoneração da cesta básica de PIS e Confins, feita pelo governo federal, "claramente" ajudou a segurar os preços dos alimentos. "O óleo de soja é um exemplo", afirma.
Ele diz não acreditar que tenha havido queda nas vendas de alimentos nos últimos dias para justificar a deflação neste grupo de mercadorias. "O último número que temos do IBGE mostra que, de janeiro a maio, o volume de vendas desses produtos cresceu 0,5% no Brasil e 3,2% no Paraná, na comparação com o mesmo período do ano anterior", diz ele. Rovaris diz que o ritmo de crescimento é menor do que em 2012, mas ainda é "bastante bom".
Para o economista, professor da Faculdade Pitágoras e coordenador da pesquisa da cesta básica de Londrina, Flávio Oliveira dos Santos, se não gear nas próximas semanas, a tendência é que os preços dos alimentos sigam controlados no segundo semestre. "Teremos uma grande colheita de milho que vai colaborar bastante para isso", afirma. Ele ressalta que o milho tem impacto em outros produtos de origem vegetal e também na cadeia da carne, já que a ração tende a ficar mais barata. "Se a geada não vier nos próximos 15 dias, acho que não vem mais neste ano", declara. (Com Agência Estado)



