A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) ficou em 0,07% em julho, ante 0,38% em junho, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os itens transporte (-0,55%) e alimentos (-0,18%) foram os principais responsáveis pela desaceleração. Em junho, a inflação em transporte havia ficado em +0,10% e, nos alimentos, em +0,27%.
No grupo alimentação e bebidas, registraram deflação itens como tomate (-16,78%), feijão carioca (-3,86%), óleo de soja (-3,13%). Outros itens que registraram impacto para baixo foram o etanol (-3,17%) e a gasolina (-0,69%). Também mostraram queda artigos de residência (-0,06% em julho, ante +0,68% em junho) e vestuário (-0,17% em julho, contra +0,72% em junho).
Ainda contribuíram para a desaceleração o item de saúde e cuidados pessoais, que teve alta de 0,20% em julho, ante 0,72% em junho. Já educação registrou alta de 0,11%, ante 0,17% em junho.
O resultado do IPCA-15 veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 0,02% e 0,24%, com mediana de 0,09%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,52% e, em 12 meses, a variação é de 6,40%.
Para Valmor Rovaris, superintendente da Associação Paranaense dos Supermercados (Apras), a desoneração da cesta básica de PIS e Confins, feita pelo governo federal, "claramente" ajudou a segurar os preços dos alimentos. "O óleo de soja é um exemplo", afirma.
Ele diz não acreditar que tenha havido queda nas vendas de alimentos nos últimos dias para justificar a deflação neste grupo de mercadorias. "O último número que temos do IBGE mostra que, de janeiro a maio, o volume de vendas desses produtos cresceu 0,5% no Brasil e 3,2% no Paraná, na comparação com o mesmo período do ano anterior", diz ele. Rovaris diz que o ritmo de crescimento é menor do que em 2012, mas ainda é "bastante bom".
Para o economista, professor da Faculdade Pitágoras e coordenador da pesquisa da cesta básica de Londrina, Flávio Oliveira dos Santos, se não gear nas próximas semanas, a tendência é que os preços dos alimentos sigam controlados no segundo semestre. "Teremos uma grande colheita de milho que vai colaborar bastante para isso", afirma. Ele ressalta que o milho tem impacto em outros produtos de origem vegetal e também na cadeia da carne, já que a ração tende a ficar mais barata. "Se a geada não vier nos próximos 15 dias, acho que não vem mais neste ano", declara. (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Inflação aparece sob controle na primeira quinzena do mês
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