Inflação ao consumidor deve manter desaceleração em julho
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de julho de 2012
Daniela Amorim<BR>Agência Estado 
Rio - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou de maio para junho, passando de 0,91% para 0,69%. O resultado foi anunciado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Até junho, o indicador acumula altas de 3,59% no ano e de 5,66% em 12 meses.
O IPA-DI, que representa o atacado, subiu 0,89% em junho, após registrar alta de 0,91% em maio. Por sua vez, o IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, teve aumento de 0,11% em junho, em comparação com a alta de 0,52% em maio. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, apresentou elevação de 0,73% no mês passado, em comparação com a alta de 1,88% em maio.
Segundo o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, é provável que os preços do grupo alimentação, que subiram 0,74% em junho, comecem a ceder já na próxima leitura. As liquidações de inverno também devem ajudar a manter o IPC baixo em julho, com Vestuário entrando possivelmente em território negativo após uma taxa de apenas 0,06% em junho.
No grupo Saúde e cuidados pessoais, após a taxa de 0,38% em junho, deve haver aumento de preços em julho por conta do reajuste dos planos de saúde.
A queda nos preços dos automóveis já foi captada pelo IPC, mas, como não deve haver aumento até o fim da redução do IPI, o item não pesará na inflação no curto prazo. Também não há no horizonte do indicador reajustes que costumam pesar no bolso do consumidor, como energia elétrica e taxa de água e esgoto.
Os preços no atacado reduziram o ritmo de desaceleração na passagem de maio para junho devido a novas pressões vindas da soja e do reajuste dos combustíveis, segundo a FGV.



