Inflação acumulada no Real é de 64,31%
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terça-feira, 15 de julho de 1997
Agência Estado Rio de Janeiro 
As famílias com renda entre um e oito salários mínimos tiveram inflação de 64,31% desde o lançamento do Plano Real, em julho de 1994, até junho de 1997. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou ontem o Índice Nacional e Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos três anos do Real. Para as famílias com renda entre um e 40 mínimos, a taxa foi mais alta, de 65,51%, segundo o Índice de Preços a Consumidor Amplo (IPCA).
Nestes três anos os preços da habitação das famílias de baixa renda (um a oito mínimos) subiram 314,94%, a maior alta do período. Em seguida vieram os gastos com comunicação (269,00%), serviços pessoais (147,62%), atendimento médico (124,59%), hortaliças e verduras (100,88%), transporte público (98,21%), serviço médico (90,99%) e educação (79,74%).
São Paulo teve a maior inflação do Real nesta faixa de renda, com 80,57%, seguida de Belo Horizonte (67,51%) e Rio de Janeiro (62,01%). As demais localidades pesquisadas ficaram abaixo da média - Curitiba (59,00%), Recife (58,25%), Brasília (57,80%), Salvador (56,16%) e Goiânia (55,36%). Os índices mais baixos foram registrados em Porto Alegre (52,51%), Fortaleza (52,65%) e Belém (55,30%).
No mês de junho o INPC registrou alta 0,35% sobre maio, taxa superior à de 0,11% registrada maio sobre abril. No índice anualizado, o INPC dos 12 meses terminados em junho foi de 5,92 %.
IPCA Na variação acumulada do IPCA (um a 40 mínimos), de 65,51% desde a adoção do Real até junho, os itens que apresentam maiores e menores flutuações foram os mesmos registrados pelo INPC: habitação (285,79%), comunicação (251,20%), serviços (133,20%), atendimento médico (124,81%), transportes (94,05%), hortaliças e verduras (91,99%) e educação (88,93%).
No mês de junho, o IPCA ficou em 0,54% sobre maio, contra 0,41% de maio sobre abril. Nos 12 meses terminados em junho, o índice ficou em 7,02%.


