Após 17 meses de aperto fiscal para segurar o consumo e a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realizou na semana passada, um pequeno corte na taxa básica de juros - a Selic -, que foi reduzida em 0,25 ponto percentual passando de 19,75% para 19,5% ao ano.
A queda dos juros era bastante esperada por empresários, analistas de mercado e membros do governo, embora muitos defendessem um corte mais agressivo. A taxa, que estava em 16% ao ano em setembro de 2004, chegou a 19,75% em maio deste ano e só foi reduzida na semana passada.
Além de encarecer o crédito, desestimulando investimentos das empresas e freando o consumo das famílias, a alta dos juros também tem forte impacto nas contas públicas. Isso acontece porque metade da dívida de União, Estados, municípios e estatais é corrigida pela Selic - logo, quanto mais elevada a taxa, maiores os gastos do governo com encargos. Entre agosto de 2004 e julho de 2005, meses bastante afetados pelo aperto promovido pelo BC, os gastos do setor público com juros somaram
R$ 148,3 bilhões - R$ 20,2 bilhões a mais do que o registrado nos 12 meses anteriores.

É o persistente aumento de preços que envolve o conjunto da economia, resultando numa contínua perda do poder aquisitivo (valor) da moeda nacional.

Tem o objetivo de estabelecer os ‘‘caminhos’’ da política monetária do país, assim como definir
a taxa de juros.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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