Inepar prorroga pagamento de juros para investidores
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sexta-feira, 12 de abril de 2002
Vânia Casado Equipe da Folha 
Curitiba - Os donos de debêntures da quarta emissão pública da Inepar aceitaram prorrogar o prazo de vencimento para o pagamento da primeira parcela de juros dos papéis, conforme propôs a empresa. O prazo para quitação venceu no último dia 5 e a Inepar pagou o principal, no valor de R$ 217 milhões, mas deixou de pagar R$ 18 milhões de juros.
Pela proposta, o vencimento passa de 1º de fevereiro de 2002 para 30 de junho de 2002. Os investidores autorizaram a administração da Inepar e o agente fiduciário a alterarem a Escritura Particular de Quarta Emissão, celebrada em 12 de janeiro de 2001, bem como a providenciarem todos os documentos necessários à implementação da mudança. A proposta da Inepar foi discutida em assembléia geral de debenturistas (AGDEB) realizada no dia 5 de abril. As debêntures da quarta emissão são conversíveis em ações ordinárias e preferenciais.
O mercado apurou que a Inepar planeja fazer uma outra emissão de debêntures no mês de maio, no valor de R$ 275 milhões. A negociação das debêntures poderá ser a solução para a empresa, que vem rolando uma dívida de R$ 200 milhões, conforme divulgou o jornal O Valor na edição de ontem. Em entrevista ao jornal, o presidente da Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil), Luiz Tarquínio, admitiu que são tensas a relação entre os fundos de pensão (Previ, Petros e Centrus), sócios da Inepar, com o controlador da empresa Atilano de Oms Sobrinho.
Uma auditoria contratada pelos fundos de pensão e BNDES concluiu que os acionistas teriam que aportar cerca de R$ 110 milhões na empresa. Segundo Tarquínio, a dificuldade da Inepar é tão grande que não vale a pena colocar mais dinheiro neste momento. Essa declaração vai de encontro aos comentários de analistas do mercado financeiro, que acreditam que os fundos de pensão estão pressionando a saída de Oms Sobrinho para injetar mais recursos na Inepar. Ainda conforme o jornal O Valor, um novo aporte de recursos através da emissão de debêntures está condicionado à renegociação da dívida da Inepar com os bancos HSBC, Barclays e Banco do Brasil. Com Agência Estado


