Inepar, PCN e Telespazio fecham parceria
O grupo paranaense Inepar, a empresa PCN do Brasil e a companhia italiana Telespazio anunciaram ontem, em Curitiba, a formação de uma parceria para atuar no setor de telecomunicação via satélite. As três empresas formaram a Telespazio Inepar Satellite Communication (Tiscom) - sociedade prevista para entrar em operação até o final deste ano. Os serviços via satélite vão ser colocados à disposição dos usuários em todo o País, na primeira fase do projeto, com a atuação de uma rede de agentes comerciais. A segunda etapa prevê o fornecimento dos serviços para toda a América Latina.
A empresa investirá R$ 6,5 milhões para viabilizar, totalmente, o projeto até o final do próximo ano, quando será possível utilizar a infra-estrutura já existente da Inepar e Telespazio. O grupo pretende instalar a base da Tiscom em Londrina, para onde está voltado boa parte do projeto de telecomunicações da Inepar.
Os representantes da Telespazio e diretores da Inepar estiveram ontem no Palácio Iguaçu para negociar a utilização da rede de fibras ópticas (Infovia), o que representaria a agilização do projeto. As três empresas pretendem transformar o Norte do Estado num centro de excelência em telecomunicações, o que facilitaria a transmissão de dados e o atendimento às empresas.
Os clientes da Tiscom receberão os serviços de comunicação via satélite para as áreas de comunicação de dados, telemedicina, tele-educação, Internet via satélite, videoconferência, telemetria e cartografia. Para fazer a transferência dos dados, a Tiscom utilizará a rede de satélites posicionados sobre o Brasil e América do Sul, garantindo a passagem dos sinais. A comunicação via satélite ainda é pouco utilizada no País, representando apenas 10% domercado de telecomunicações, afirmou o presidente da Inepar, Atilano de Oms, ao apresentar o projeto. Nos Estados Unidos, o índice varia de 40% a 60%.
A Tiscom já possui como clientes as empresas da Petrobras e dos setores elétricos e de telecomunicações. Há clientes ainda como a Companhia Suzano de Papel e Celulose, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Vale do Rio Doce e Gerdau.





