O grupo paranaense Inepar anunciou ontem o protocolo de intenções para reestruturar a empresa, que inclui reformas financeira, societária e administrativa. A Inepar quer implantar o sistema de ''governança corporativa'', para poder entrar no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e tornar a empresa mais rentável.
O prazo para a implantação das novas diretrizes é de seis meses. Enquanto isso, o controle acionário não será alterado. Porém, a pulverização de capital é um dos principais objetivos da reestruturação.
Segundo o sistema de governança corporativa, a Inepar vai promover a conversibilidade de todas as ações preferenciais e ordinárias. Ou seja, todas as ações terão direito a voto, o que possibilitará a entrada da empresa no Novo Mercado da Bovespa, que inclui companhias como Petrobras, Bradesco, Itaú e Varig. Uma das exigências para tanto é transparência total com os acionistas.
O documento foi formalizado pelos principais acionistas da Inepar, como a Inepar Administração, Bens, Serviços e Participações S/A (grupo controlador com 60% das ações), e pelos fundos de pensão Previ, Petros, Centrus e BNDESPar. Para comandar as mudanças, foi chamado o ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) Roberto Procópio de Lima Netto, que vai assumir a presidência da diretoria executiva.
A reforma financeira da empresa prevê a criação de um programa de venda de ativos, equação de novos recursos e conversão de créditos em capital de giro. A Inepar está com um passivo estimado em R$ 350 milhões e uma carteira de serviços de R$ 1,4 bilhão. A reforma administrativa, além da contratação de Lima Netto, conta com a supervisão do ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Andrea Calabi, e também de Cássio Casseb. Ambos atuam na Traliz Consultoria. Se os objetivos da empresa não forem alcançados no prazo previsto, o documento assinado ontem será invalidado.

mockup