O grupo paranaense Inepar deverá anunciar nas próximas semanas uma mudança em sua forma de gestão empresarial. A implementação do sistema de 'governança corporativa' está sendo estudada há mais de seis meses pelos atuais sócios fundadores da empresa e pelos fundos de pensão que são os acionistas minoritários da companhia. A alteração será implantada na Inepar S/A Indústria e Construções.
A intenção é formar um conselho de sócios e definir um executivo para administrar Inepar, o que poderá implicar na mudança das funções dos atuais administradores. A negociação entre os sócios majoritários e fundadores, que detêm 60% do capital votante, e os fundos de pensão está em fase final. Havia uma previsão de que até o final do mês pudesse ser confirmada a alteração, que está sendo capitaneada pelo empresário Atilano de Oms Sobrinho.
A assessoria da Inepar nega a informação de que Oms está sofrendo pressão dos fundos de pensão e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para se afastar da presidência do Conselho de Admimistração da empresa. ''Em abril deste ano, o empresário foi eleito com votos dos fundos para presidir o conselho até 2003'', diz a nota da Inepar, divulgada ontem. A notícia do afastamento do empresário tem circulado pelo mercado financeiro e chegou a ser divulgada por alguns veículos de comunicação, entre eles a ''Revista Exame'' e o ''site de Internet no''.
Desde setembro de 1999, quando foi anunciada uma reformulação no setor administrativo da Inepar, Atilano de Oms Sobrinho deixou a presidência para ficar responsável apenas pelo conselho. ''A presidência da companhia e toda a diretoria executiva estão ocupadas por executivos de mercado e por diretores que nos últimos anos mais se destacaram nos negócios da empresa'', declarou a empresa, ontem, pela sua assessoria.
A Inepar atua hoje em três segmentos distintos que são energia, telecomunicações e equipamentos. Segundo a nota da empresa, a Inepar tem investido em projetos de geração, transmissão e distribuição de energia. A Inepar participou nos últimos anos dos leilões para compra de companhias de energia em todo o País. No setor de telecomunicações, a Inepar sofreu alguns problemas. O maior prejuízo ocorreu com o projeto Iridium de comunicação mundial via satélite, que teve falência decretada e colocou a empresa no vermelho. A Inepar aposta na crise energética e na necessidade de investimentos neste setor para alavancar seus negócios.

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