Inepar integra consórcio que vai explorar área 8
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segunda-feira, 19 de outubro de 1998
Agência Estado 
Os habitantes de Amazonas, Pará, Maranhão, Amapá e Roraima, que formam a área 8 da banda B da telefonia celular, terão finalmente a opção de escolher entre duas empresas prestadoras de serviços. O novo operador da área será o consórcio Tele Centro-Oeste-Inepar, único concorrente à licitação realizada ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A empresa pagará R$ 60,550 milhões por um contrato de 15 anos.
Esta é a última área da Banda B a ser vendida, pois as duas tentativas anteriores fracassaram por falta de interessados. Para virar o jogo, a Anatel desistiu de fixar um preço mínimo, já que o valor de R$ 200 milhões definidos anteriormente estava assustando os investidores. Também deu um ano a mais de garantia aos compradores para que estes atuem sem concorrência de métodos mais modernos de comunicações, tais como o PCS-Personal Communication System, uma espécie de celular que passa até fax. O sistema só pode entrar no Brasil a partir de janeiro de 2001, e na área 8 somente um ano após esta data.
A empresa vencedora apresentou uma proposta de cesta de serviços no valor de R$ 69,54, cerca de 20% inferior à cesta cobrada pela atual operadora da Banda A, que está fixada em R$ 84,66%. A nova empresa cobrará preço máximo de R$ 40,00 pela habilitação e R$ 22,00 pela assinatura. O preço máximo do minuto será de R$ 0,51% na ligação local, R$ 0,58% na interestadual e R$ 0,58 na internacional. A taxa de viagem na mesma região da operadora (deslocamento) será de R$ 0,26, e subirá para R$ 0,29 se o telefone for usado em Estados atendidos por outras operadoras. A empresa se compromete ainda a pagar R$ 0,21 para cada uso que fizer da rede fixa de telefonia. O presidente da Comissão de Licitação da Anatel, Sérgio Freitas de Paiva, considerou natural o preço pago pela empresa, embora esteja bem abaixo do valor que o governo havia fixado nas tentativas anteriores. A proposta está dentro da faixa de expectativa que nós tínhamos, observou. Ele argumenta que a área 8, que já vinha sendo rejeitada pelos investidores, perdeu mais um pouco de atratividade, desde a primeira licitação, pois a empresa concorrente, a ex-estatal, teve mais tempo para se expandir e conquistar novos clientes.
O procurador da Inepar na licitação, Ulpiano Conde González, informou que a empresa deverá investir de R$ 150 a R$ 180 milhões nos próximos cinco anos na área 8. No próximo ano, a partir de março, deverão ser ofertados 40 mil terminais em 12 cidades, e no ano seguinte haveria mais 50 mil terminais. Em 10 anos a meta é de estar operando 320 mil terminais. A empresa não definiu ainda que tipo de tecnologia usará na prestação dos serviços. Ele enviou solicitação de propostas a seis fornecedores, que deverão manifestar-se no próximo dia 26.


