Marcelo AlmeidaConsultorO ex-ministro Aureliano Chaves, que compõe o novo Conselho da IneparO grupo empresarial Inepar deu ontem mais um passo para consolidar a nova estratégia da empresa que é concentrar todos os investimentos apenas nos setores de energia e telecomunicações para a América Latina. A empresa criou o Conselho de Desenvolvimento Estratégico. O órgão terá a função de estruturar os projetos em andamento e as novas metas empresariais. O conselho é formado pelo ex-ministro das Minas e Energia e ex-vive-presidente, Aureliano Chaves, pelo ex-presidente da Febraban (Federação Nacional dos Bancos), Maurício Schulmann, e pelo diretor da Vale do Rio Doce, Eliezer Batista.
Além dos três consultores, o conselho conta com a participarção dos dois principais acionistas da Inepar, Atilano Oms e Mário Celso Petráglia. ‘‘Cada membro do conselho terá a função de coletar informações no mercado e trazer soluções para nossos investimentos’’, afirmou Oms. A previsão de investimento é de R$ 4 bilhões para os próximos dois anos nas áreas de energia e telecomunicações.
Por enquanto, os membros do conselho ainda não sabem bem o que vão encontrar pela frente. ‘‘Acho que teremos uma posição de Estado Maior, mas não teremos poder de decisão de nada’’, afirmou Aureliano Chaves, ainda sem saber o que vai encontrar pela frente. ‘‘A partir de hoje começamos a saber qual será nossa função’’, completou Eliezer Batista.
Mas se depender do presidente do grupo, trabalho não faltará. ‘‘Eles vão trabalhar feito condenados. Estou até com pena’’, disse Atilano de Oms, em tom bem humorado, momentos antes da solenidade. O evento contou com as presenças do governador Jaime Lerner e do prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi.
Com 4,5 mil funcionários e um faturamento de US$ 436 milhões no ano passado, a Inepar se consolida como uma das maiores empresas dos setores de energia e telecomunicações. A empresa está com projetos em andamento em países da América do Sul como Venezuela, Colômbia e Argentina. Hoje, a diretoria da empresa estará em Buenos Aires para negociar a participação em um projeto de telefonia convencional sem fio, conhecida como PCN. A empresa deve faturar neste ao US$ 588 milhões.

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