Inepar anuncia interesse pela Sercomtel
Inepar anuncia interesse pela Sercomtel
Dorico da SilvaBelinati: investimento de R$ 600 milhões vai abrir 815 empregosO presidente da Inepar, Atilano de Oms, afirmou ontem que o grupo pretende participar da compra da empresa de telefonia de Londrina, a Sercomtel S/A Telecomunicações. Com absoluta certeza temos interesse na privatização da Sercomtel, afirmou Oms. A telefônica de Londrina tem dois caminhos a seguir: a privatização total ou a continuidade como economia mista. A tendência é a venda para a iniciativa privada. Tudo vai depender de a empresa encontrar um parceiro.
Oms afirmou que a presença do grupo Inepar em Londrina só tende a crescer. Além do interesse pela Sercomtel, ele assegurou que a empresa tem um projeto para transformar a cidade num Centro de Excelência em telecomunicações e energia integrada, com a criação de um Teleporto. Londrina é um campo fértil por causa da Sercomtel, disse Oms.
O prefeito de Londrina confirma a intenção da Inepar. Ele declarou ontem que negocia a parceria com a Inepar para a construção do Teleporto há um ano. O contrato já foi assinado, mas a Prefeitura manteve o acordo em sigilo. A Inepar irá investir R$ 600 milhões, gerando 815 empregos, revelou, ontem, Belinati. Oms preferiu não especificar o valor do investimento.
Oms assegurou que a ida para Londrina não está atrelada a incentivos fiscais do governo do Estado ou da Prefeitura. Não temos qualquer tipo de isenção de impostos. Sou contra qualquer tipo de incentivo, afirmou.
O presidente da Inepar disse que ainda há intenção de levar para o município a estação base do projeto Iridium. A sede nacional está no Rio de Janeiro, onde há o gateway (estação-base que recebe os sinais do satélite). Há ainda a transferência do centro de operações da empresa que opera com o serviço de pager.
A privatização da Sercomtel foi aprovada pela Câmara Municipal na última sexta-feira. Há dois anos, a empresa tem se preparado para a abertura do mercado de telecomunicações. A idéia inicial é associar-se com um parceiro estratégico, através da venda de ações, para ficar apta a participar da concorrência de privatização do Sistema Telebrás.
(Carmem Murara e Cláudia Lopes)





