Inepar abandona a operação de telefonia
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2001
De Curitiba 
Quando for confirmada a venda do controle acionário da Global Telecom para a Telesp Celular (Portugal Telecom) o grupo paranaense Inepar estará dando mais um passo para enxugar sua estrutura no setor de telefonia. A Inepar deixa de participar como acionista de empresas que atuavam como operadoras. A decisão faz parte do plano estratégico da empresa de concentrar seus negócios em setores como energia e infra-estrutura. Há cerca de dois anos a telefonia fazia parte dos planos prioritários de investimento.
Os percalços nos setor de telecomunicação começaram com o projeto Iridium de telefonia via satélite. A Inepar era a empresa brasileira que controlaria a operação brasileira do Iridium, um projeto mundial que faliu. Ele detinha 2% das ações da empresa mundial.
A outra tentativa da Inepar de operar telefones no Brasil foi se tornando membro do consórcio que ganhou a concessão da Telemar, operadora de telefone fixo que abrange os estados do litoral brasileiro, do Rio de Janeiro, até o norte do País. A Inepar tinha 11,5% das ações. Alguns membros do governo federal e do BNDES criticaram o grupo de acionistas que venceu o leilão, na época, dizendo que não teriam condições de operar. A Inepar vendeu sua parte na sociedade em meados do ano passado para o Opportunity e saiu da telefonia fixa.
A Inepar detém ainda 5% da Norte Brasil Telecom, empresa de telefonia celular do Centro-Oeste e Norte do País. No setor de telecomunicações, o grupo paranaense tem participação na PCN do Brasil, na Hola Paraguai, no provedor de Internet Onda e na empresa Pit Pager de telemensagem. (C.M.)


