Kraw PenasNegócio fechadoO presidente da Compagás, Luis Roberto Dantas Bruel, e o gerente industrial da Lorenzetti, Ariovaldo Nogueira da Silva, assinam o contrato de fornecimento de gás As indústrias Incepa e Lorenzetti, instaladas em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), assinaram ontem um contrato com a Companhia Paranaense de Gás (Compagás) para receber Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) da refinaria de Araucária. Com o uso do novo combustível as empresas esperam reduzir em 20% os custos no processo de queima da cerâmica e ainda melhorar a qualidade dos produtos, ganhando mais competitividade.
O projeto para a construção da rede de distribuição está em fase de licitação e as obras devem ser concluídas no primeiro semestre do ano que vem, segundo o diretor presidente da Compagás, Luis Roberto Dantas Bruel. No total, a refinaria Presidente Getúlio Vargas vai fornecer diariamente 250 mil metros cúbicos de GLP para empresas instaladas em Araucária, Cidade Industrial de Curitiba e Campo Largo. A Incepa receberá por dia 62 mil metros cúbicos e a Lorenzetti ficará com 3,2 mil metros cúbicos de gás. A Compagás já fechou contrato com sete empresas para a venda de quase metade da produção diária. A mesma rede de distribuição vai ser usada a partir de 1999 para ampliar o fornecimento, com a chegada do gás natural do gasoduto Brasil-Bolívia.
Por enquanto, as empresas não vão pagar taxas de ligação, mas terão que investir em equipamentos para se adequar ao uso do gás na queima das peças de cerâmica e porcelana. As indústrias instaladas em Campo Largo utilizam atualmente fornos elétricos ou a lenha. O diretor industrial da Incepa, José Ramón Serra, diz que inicialmente a empresa vai gastar R$ 1,2 milhão para adequar os equipamentos existentes. A fábrica pretende remodelar toda sua produção a longo prazo, investindo R$ 19 milhões. Para Ramón, o uso do gás vai representar a modernização da fábrica. Com a redução de 25% nos gastos com combustível, o custo final deve cair de 5% a 8%. A Incepa produz 1,5 milhão de azulejos e 700 mil sanitários por mês na fábrica de Campo Largo.
O gerente industrial da Lorenzetti, Ariovaldo Roccio Nogueira da Silva, acredita que a maior vantagem na substituição do combustível é aumentar a qualidade. Com o uso do gás, há mais controle sobre a queima das peças. A Lorenzetti produz em Campo Largo materiais elétricos de baixa tensão como disjuntores, interruptores e tomadas e vai investir R$ 100 mil para adequar seus equipamentos. A queima representa 40% do custo industrial e com o novo combustível, a empresa espera economizar de 10% a 20% nesta fase da produção. Segundo Ariovaldo Nogueira da Silva, a outra vantagem é ambiental, pois a queima a gás emite menos poluentes e evita o desmatamento.

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