SubstituiçãoLuiz Radunz, da Carbomafra, assina o contrato diante do presidente de Compagás, Luiz Roberto Bruel, da vice-governadora Emília Belinati e do governador Jaime Lerner: saindo na frenteSete indústrias da Cidade Industrial de Curitiba e Araucária assinaram ontem contratos para a compra de gás natural da Companhia Paranaense de Gás (Compagás). A partir do próximo ano, Peróxidos do Brasil, Phillip Morris, Sidepar, Metalmec, Carbomafra, Berneck e Risotolândia trocam o óleo diesel pelo gás para geração de energia e funcionamento de suas caldeiras.
Os primeiros clientes da Compagás vão consumir apenas metade dos 120 mil metros cúbicos de gás natural produzidos diariamente pela Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária. Para atender às sete indústrias, a Compagás está investindo R$ 8 milhões na construção de uma rede de distribuição de 35 quilômetros de extensão, ligando a Repar às unidades consumidoras.
Segundo o presidente da Compagás, Luiz Roberto Bruel, o preço do gás natural varia de R$ 0,14 a R$ 0,23 o metro cúbico, dependendo da quantidade consumida. Apesar de ser pouco competitivo com o preço do óleo diesel, Bruel disse que o gás natural oferece outras vantagens, que reduzem o custo final da fonte energética.
‘‘O gás natural não é estocado e não precisa de filtros para tratamento. Além disso, é uma fonte de energia que reduz a necessidade de ocupação de mão-de-obra para o seu manuseio. Isso tudo reduz custos’’, afirmou.
Para o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Curitiba (CIC), André Zacharow, a construção da rede de distribuição do gás natural na Cidade Industrial vai contribuir para a atração de indústrias estrangeiras. Ele lembrou que as indústrias do Primeiro Mundo têm uma grande preocupação ecológica e optam por fonte energéticas não-poluidoras, como o gás natural.
Teichum Hiramatsu, gerente de fábrica da Peróxidos do Brasil, disse que optou pelo gás natural por sua característica não-poluente. A Peróxidos produz 28 mil toneladas por ano de água oxigenada para a indústria e deve consumir 500 metros cúbicos de gás natural por hora.
A Carbomafra, indústria de carbono ativado, optou pelo gás natural da Compagás pensando no gás que será importado da Bolívia. Luiz Ary Radunz, diretor da empresa, disse que quer adquirir ‘‘know how’’ antes do início do funcionamento do gasoduto Brasil-Bolívia.
Quando esse gasoduto estiver em operação, Bruel disse que a Compagás terá capacidade e matéria-prima para atender a 170 indústrias. Até o final de 1999, a companhia vai investir de US$ 50 milhões a US$ 70 milhões na rede de distribuição.

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