Indústrias terão programa especial de incentivos
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Brasília O governo começa a pôr em prática, a partir de março, medidas para estimular a produção industrial do País, como a concessão de subsídios por prazo pré-determinado. Serão beneficiada pequenas e médias empresas. As medidas serão definidas a partir dos estudos sobre as diversas cadeias produtivas que estão sendo elaborados, desde o ano passado, por economistas e cientistas da Unicamp, USP e UFRJ.
O objetivo, segundo o diretor do Departamento de Programas Especiais do Ministério do Desenvolvimento, Nelson Tavares Filho, é estimular o aumento da oferta de produtos no mercado doméstico e criar excedentes de exportação. Para tanto, serão adotadas medidas pontuais e elaboradas estratégias mais gerais para os setores escolhidos. O governo também espera contar com aumento da oferta de empregos a partir do segundo semestre.
Tavares Filho afirma que algumas medidas envolverão a concessão de subsídios a determinados setores e até mesmo regras de proteção à produção local.
Política industrial é algo intervencionista, mas temos de deixar claro o estabelecimento de prazos e datas (para concessão de subsídios), já que não haverá subsídios para uma empresa eternamente, comentou. A concessão de benefícios sem um prazo definido foi um erro da política do passado, disse.
No início de fevereiro, a equipe do Ministério do Desenvolvimento que está analisando os dez primeiros estudos se reunirá com os responsáveis pela elaboração dos documentos e com lideranças empresariais para consolidar as propostas dos economistas.
Madeira Ele explicou que, num primeiro momento, o governo deverá atuar no plano micro, ou seja, com medidas localizadas, na expectativa de que uma ação pontual poderá se desdobrar em uma ação coordenada de toda a cadeia produtiva. Essas pequenas ações, no seu conjunto, têm um resultado bastante razoável.
O diretor citou como exemplo a decisão do governo de editar regras para a certificação de madeiras, ou seja, documentação sobre a procedência da madeira utilizada na fabricação de móveis. Estamos nos antecipando a uma demanda. Certamente, no prazo de cinco anos o acesso a mercados importantes poderá estar fechado para países que não tenham este tipo de preocupação ambiental, disse Tavares Filho.


