São Paulo - A indústria de transformação começou o ano com boas perspectivas para os próximos três meses, embora as expectativas atuais tenham perdido o fôlego em relação ao fim de 2006, já descontados os efeitos típicos para esta época do ano. O ritmo de crescimento esperado pelos industriais para o período de fevereiro a abril é moderado, não há pressão significativa por aumentos de preços, os estoques estão ajustados e 65% das companhias consideram que não há obstáculos para a expansão da produção, o que é um recorde histórico.
Isso é o que mostra a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A enquete ouviu 1.050 indústrias que, juntas, faturam R$ 478,4 bilhões por ano e as exportações respondem por 25% das vendas. A pesquisa foi feita entre 2 e 26 de janeiro. A maior parte dos entrevistados foi consultada antes da divulgação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ocorrida no dia 22. Em janeiro, o índice de expectativas do desempenho da indústria para os próximos meses atingiu a marca 98,4 pontos, com alta 8,7% em relação a igual período do ano passado e um acréscimo de 1,7% na comparação com dezembro de 2006. O indicador reúne informações sobre as expectativas de emprego, produção e a situação dos negócios para 6 meses.
Foi exatamente a situação dos negócios para 6 meses que teve avanço significativo em janeiro. O indicador atingiu 151 pontos, com alta de 7,9% em relação a janeiro de 2006 e de 4,9% ante dezembro. O coordenador da sondagem, Aloisio Campelo, diz que o resultado é inferior a janeiro de 2005, mas está bem acima da média histórica de janeiro para os últimos 10 anos (139 pontos). ''Trata-se de um otimismo moderado'', observa o economista.
Enquanto as expectativas futuras melhoraram, Campelo ressalta que houve uma piora em janeiro da confiança dos industriais sobre a situação presente.

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