Porto Alegre - Grupos de centenas de pequenos produtores rurais do Rio Grande do Sul ocuparam ontem quatro indústrias beneficiadores de leite no interior e a delegacia do Ministério da Agricultura em Porto Alegre. A Elegê e a Parmalat, proprietárias das indústrias invadidas, conseguiram da Justiça as reintegrações de posse. Mas até o início da noite os manifestantes permaneciam dentro das empresas.
Com a paralisação das atividades, as unidades de Carazinho (Parmalat), São Lourenço do Sul, Teutônia e Santa Rosa (Elegê) deixaram de processar 3 milhões de litros de leite hoje.
A reivindicação do protesto é um reajuste no preço do litro de leite, dos atuais R$ 0,19 para R$ 0,36, o que daria uma margem de lucro de 30% sobre o custo da produção (R$ 0,28), informou um dos líderes da manifestação, Paulo Facioni. A Via Campesina, coordenadora do movimento, também quer a revogação da Portaria 56, que exige a instalação de tanques de resfriamento do leite nas propriedades rurais.
Em nota de esclarecimento, a Parmalat informa que houve arrombamento de portas e saque de produtos como leite longa vida, leite condensado, creme de leite e manteiga. O diretor da Elegê, Ernesto Krug, também relatou danificações e consumo de produtos nas unidades industriais da empresa.

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