Indústrias querem reter safrinha
As indústrias estão preocupadas com o abastecimento nesse período de entressafra. Os avicultores do Paraná levaram ao governo, semana passada, a proposta de reter a produção do milho safrinha no Estado. Segundo Paulo Muniz, os secretários Eduardo Sciarra, da Indústria e do Comércio, e Antônio Poloni, da Agricultura, se comprometeram a estudar mecanismos para que a produção não saia do Estado.
Ele adianta que a entidade irá enviar manifestações à bancada paranaense no Congresso Nacional, ratificando a necessidade de a safrinha ficar no Estado. Caso isso ocorra, Muniz diz que o Estado não usará o milho transgênico que começou a desembarcar no país na semana passada. Mas vamos usar o milho que estiver disponível. Se necessário, usaremos o transgênico mas sempre dentro da legislação vigente. A estimativa do Deral é de que o Paraná produza 2,650 milhões de toneladas de milho safrinha. A produção, no entanto, pode sofrer uma queda acentuada devido à estiagem.
Uma das sugestões da Avipar é que o governo estadual gestione junto ao BNDES a abertura de uma linha de crédito específica para as indústrias financiarem a compra da safrinha para formar estoques. Segundo Muniz, as indústrias mal estão saindo de uma crise e estão sem capital de giro para comprar milho suficiente para atravessarem o segundo semestre. Outra alternativa é obter uma linha de EGF (Empréstimos do Governo Federal) junto ao Banco do Brasil.
Com a redução no total de aves alojadas, dois fatores positivos acabaram ocorrendo para o setor: de um lado a redução do consumo de milho, que já permitiu a queda de R$ 1,00 por saca de 60 quilos. (Benê Bianchi e Vânia Casado)





