Indústrias querem correção do teto do IR
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Lorenna Rodrigues <br> Folhapress 
Brasília - Depois de o governo aumentar o teto do faturamento para as empresas se enquadrarem no Supersimples, as médias e grandes empresas querem agora benefícios semelhantes. Representantes da indústria pediram ontem em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a elevação do teto para que as empresas possam declarar Imposto de Renda pelo chamado lucro presumido, em que a lucratividade é determinada por setor e as alíquotas são variáveis.
O pedido é que o teto seja elevado de R$ 48 milhões para R$ 78 milhões. As empresas que faturam acima disso declaram o Imposto de Renda pelo lucro real, e pagam alíquota de 25%.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Indústria de Base, Paulo Godoy, o limite não é reajustado desde 2003. ''É o mesmo movimento (do Supersimples), só que para as médias empresas'', disse.
Entenda
O governo elevou em 50% os limites de faturamento das empresas que estão enquadradas no Supersimples. A mudança, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, vai permitir que as empresas com aumento de faturamento possam continuar no programa.
Com esse reajuste, 2 milhões de empresas, atualmente em expansão, poderão continuar com os benefícios do Supersimples, segundo Bruno Quick, gerente de políticas públicas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. A expectativa do Ministério da Fazenda é que 30 mil novas empresas entrem no programa.


