Indústrias prevêem crescimento de 3% nas vendas de ovos de Páscoa
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quarta-feira, 03 de março de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
São Paulo - Os fabricantes de chocolate estão apostando num crescimento de 3% nas vendas de ovos de Páscoa este ano, apesar da retração do mercado. Mesmo assim, as 14 indústrias filiadas à Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) alinharam os preços com um reajuste médio de 9% em relação ao ano passado. De acordo com o presidente da entidade, Getulio Ursulino Netto, toda a produção este ano, de 18,5 mil toneladas de ovos de Páscoa, já foi vendida ao mercado varejista.
Ontem, as indústrias apresentaram oficialmente seus lançamentos, com mais de 100 variedades de ovos de Páscoa que começam a chegar em mais de 200 mil pontos de venda em todo o País a partir desta semana. Os fabricantes de chocolates estão apostando nas novidades para ganhar maior fatia do mercado, que este ano deve movimentar meio bilhão de reais.
O conjunto das indústrias gerou este ano 22 mil empregos temporários diretos e cerca de 40 mil a 50 mil empregos indiretos. Toda essa movimentação de mercado leva em consideração também a venda de cobertura de chocolates para a indústria caseira e artesanal que consome mais 3 mil toneladas de produto, além da produção de ovos de Páscoa. Com isso, o Brasil se consolida como o segundo maior produtor do mundo ficando somente atrás da Inglaterra.
De acordo com Ursulino Netto, a produção de ovos de Páscoa está estabilizada no País, após um crescimento no consumo logo após o Plano Real. A produção deste ano supera a do ano passado em 500 mil toneladas, mas ainda não recuperou a marca de 2002 quando foram produzidas 18,6 mil toneladas de ovos de Páscoa. Para agilizar as vendas, os fabricantes concentraram a produção nos ovos de 200 gramas a 500 gramas, que corresponde à tendência de maior consumo. Eles identificaram que 70% no consumo de ovos correspondem aos produtos de menor peso, o que significa uma adaptação do consumidor de acordo com sua renda, destacou.
Para manter a produção em escala, as indústrias voltaram-se à exportação, que no ano passado cresceu 40% em relação ao ano anterior. A indústria brasileira já está exportando para 123 países em todo o mundo.
A repórter Vânia Casado viajou a São Paulo a convite da Abicab.


