Rio de Janeiro - As indústrias brasileiras estão investindo mais em inovação tecnológica. Em 2005, elas empregaram, em média, 2,8% do seu faturamento para inovar em produtos e processos, percentual acima dos 2,5% canalizados pelo setor em 2003.
  De acordo com a Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec 2005), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também houve aumento de 8,4% no número de indústrias que registraram algum tipo de inovação, como o lançamento de um novo produto no mercado nacional ou internacional; a introdução ou aprimoramento de processos ou ainda inovações na área organizacional.
  Segundo o IBGE, mesmo com a ampliação no número de indústrias inovadoras, a taxa de inovação (percentual de empresas que inovaram em relação ao número total de indústrias) permaneceu estável em 33,4% em relação a 2003, já que no período houve uma expansão maior ainda na criação de pequenas indústrias (com 10 a 49 empregados) no País, que tradicionalmente inovam menos do que as médias e grandes empresas.
  Exceto no grupo das pequenas empresas, cuja taxa de inovação ficou em 28%, foi observada alta na atividade inovadora em todas as outras faixas de tamanho. Nas indústrias com mais de 500 empregados, o número chegou a 79,2%.
  Para a Mariana Rebouças, coordenadora da pesquisa, os resultados positivos na área de inovação são reflexos da recuperação da economia brasileira em 2005. ‘‘A decisão de inovar envolve risco, portanto é importante para o empresariado ter perspectivas favoráveis em relação ao ambiente macroeconômico. Entre 2003 e 2005 houve uma melhora deste quadro: a taxa de juros, ainda que permanecesse em patamar elevado, era bem inferior à de 2003; a inflação estava em declínio; cresceu o consumo das famílias e das importações e exportações. Todas essas condições estimularam as empresas a investirem mais’’, explicou.
  Ela ressaltou que, embora as fontes de inovação da indústria continuem sendo baseadas principalmente na própria empresa e em fornecedores, houve um aumento significativo (de 11,8% em 2003 para 16,0%) nas cooperações e parcerias, envolvendo universidades e institutos de pesquisa.
  Para Rebouças ‘‘isso mostra que toda política governamental de incentivo a essa aproximação das empresas com os centros de pesquisa para melhorar a inovação no país vem dando frutos’’.

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