Indústrias ficam com maior margem de lucro nos lácteos
As margens de comercialização dos queijos e leite praticadas no mercado varejista, durante a primeira quinzena de maio, são consideradas altas enquanto os preços da matéria-prima estão estabilizados para o produtor. A margem de comercialização do queijo mussarela, produto de maior consumo, é de 36,8%, do queijo prato, 47,1% e do queijo parmesão, 43,4%. Enquanto isso o produtor paranaense está recebendo, em média, R$ 0,24 o litro há cerca de 40 dias, informou o médico veterinário João Carlos Koeller, do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura.
Enquanto no atacado, o queijo mussarela aumentou 5% entre os dias 3 e 14 de maio, passando de R$ 3,74 o quilo para R$ 3,94 o quilo, no varejo o produto foi comercializado por R$ 6,24 o quilo, em média. O queijo prato foi reajustado no atacado em 1%, passando de R$ 3,54 para R$ 3,61 o quilo. No varejo, o produto foi vendido, em média, por R$ 6,83. O queijo parmesão sofreu o menor reajuste no atacado, passando de R$ 9,82 para R$ 9,86 o quilo. Enquanto isso o preço no varejo avançou para R$ 17,42 o quilo.
O leite in natura tipo C também teve reajuste de 8% no varejo, passando de R$ 0,63 para R$ 0,68 o litro, enquanto o produtor não foi beneficiado por essa alta de preços, disse Koeller. O técnico admite que o período é de entressafra do leite e por isso a oferta de matéria-prima é reduzida. Ele disse que a produção paranaense teve uma redução de 10% de abril para cá e pode chegar até 20% dependendo do comportamento do clima daqui para frente. Ocorre que isso não justifica o aumento no varejo, sem correspondência ao reajuste que está ocorrendo no atacado, afirmou.
A preocupação é que o governo decida facilitar as importações para forçar uma redução nos preços dos laticínios no varejo e quem vai pagar a conta na frente é novamente o produtor, disse Koeller. Segundo o técnico, a produção de leite no Paraná deverá crescer 5,4% este ano e qualquer desestímulo em função de importações desenfreadas como ocorreu em anos anteriores poderá comprometer esse crescimento.
O levantamento dos preços dos laticínios no varejo foi feito pela equipe de técnicos do Deral que fazem pesquisas semanais e quinzenais nos principais supermercados de Curitiba e das cidades sedes dos núcleos regionais da Secretaria da Agricultura. A Associação Paranaense de Supermercados não comentou a pesquisa. Para o secretário executivo da entidade, Valmor Antonio Rovaris, o varejo geralmente tem custos mais altos porque o índice de perdas é maior para os produtos perecíveis e também porque agrega mais valor ao produto.RentávelMargem de lucro no queijo mussarela chega a 36,8% e no queijo prato, 47%Vânia Casado





