Curitiba - O Paraná está em vias de receber novos investimentos industriais de grande porte. O Estado está na disputa por uma nova unidade ou ampliação da Klabin e o Governo já dá como certa a vinda de mais uma fábrica da Cargill.
Em relação à Klabin, ontem houve reunião entre representantes da companhia, o governador Beto Richa e o secretário estadual de Indústria e Comércio, Ricardo Barros, para discutir o assunto. Barros comentou que ainda não havia definição, mas confirmou o interesse do grupo em ampliar as atividades no Estado. ''Não é só o Paraná que está no radar deste novo investimento e a Klabin é uma grande parceira do Estado'', destacou. Hoje, mais de 30 municípios paranaenses têm florestas da companhia.
O secretário estadual de Fazenda, Luiz Carlos Hauly, foi mais enfático e disse que o Estado vai receber um investimento importante da Klabin. ''Que a empresa vem para o Paraná, não há dúvida'', assegurou. No entanto, completou, o anúncio será feito pelo governador. Segundo Hauly, a nova fábrica seria instalada na região de Ortigueira. A empresa informou através da assessoria de imprensa que ainda não tem nada a comentar sobre o assunto.
A companhia tem 18 unidades industriais, sendo uma em Telêmaco Borba que produz papel cartão e papel kraft. O último grande investimento no Estado foi em 2007, quando foram aplicados R$ 2 bilhões em uma nova máquina de papel.
A empresa tem 112 anos no mercado e conta com 17 fábricas distribuídas em oito Estados e uma na Argentina. A companhia atua nas áreas florestal e papéis (papel cartão e kraftliner), embalagens de papelão ondulado e sacos industriais. A marca teve uma receita líquida de R$ 3,7 bilhões em 2010. É a maior produtora, exportadora e recicladora de papéis para embalagens do Brasil, além de ser a maior produtora de toras para serrarias e laminadoras.
Mais investimentos
Já a Cargill vai construir uma nova fábrica de processamento de milho no Brasil para produção de soluções em amidos e adoçantes. Serão investidos cerca de R$ 350 milhões para acompanhar o crescimento da demanda de clientes no País, o que representará um aumento de 30% na capacidade de moagem de milho da empresa para a América do Sul.
A nova fábrica deverá entrar em operação em 2013. A previsão do secretário Ricardo Barros é que a companhia ''bata o martelo'' ainda esta semana. Estão na disputa pela unidade industrial as cidades de Ponta Grossa, Castro, Guarapuava, Londrina e Maringá. Em fevereiro deste ano, a indústria anunciou que sondava três estados para a instalação da unidade.
A indústria já possui uma unidade de soja em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, um terminal portuário em Paranaguá, no Litoral, e uma unidade de amidos e adoçantes em São Miguel do Iguaçu, no Oeste.
Esse será o segundo investimento da Cargill nesse negócio em pouco mais de dois anos. Em março de 2010, a empresa concluiu a ampliação de 70% da capacidade de moagem em sua fábrica de amidos e adoçantes em Uberlândia (MG). A expansão em Uberlândia foi o resultado de um investimento de R$ 197 milhões, que incluiu também a construção de um sistema de cogeração para a produção de energia elétrica limpa a partir de biomassa, que supre 70% de sua demanda naquele local.

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