Indústrias e supermercados podem ganhar terrenos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de maio de 2003
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Os representantes das empresas Estampar-Profasa, Ferrari Construções e Grupo da Associação Londrinense de Supermercados (Ales), o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), João Rezende, e o prefeito Nedson Micheleti (PT), assinaram na manhã de ontem o protocolo de intenções para doação de dois terrenos localizadas na zona leste, na saída para Ibiporã, à margem da BR-369, perto da Ceasa.
As empresas Estampar-Profasa é brasileira e a Ferrari Construções, italiana. As duas fizeram uma parceria para a instalação de uma indústria de ferramentas na cidade. Ela ficará com uma área de 35 mil metros quadrados. A empresa pretende produzir anualmente cerca de 4.500 peças de facas de guilhotinas e dobradeiras e deve investir R$ 3 milhões. Segundo Rezende, a nova empresa vai gerar 75 empregos diretos e pagar aproximadamente R$ 80 mil em impostos por mês. O grupo Ales vai construir no terreno de 10 mil metros quadrados uma central de compras e distribuição de produtos, que gerará 35 empregos. O grupo possui 29 supermercados na cidade.
O prefeito está com muita esperança de que os empreendimentos possam atrair novos investimentos para Londrina. Segundo ele, o momento econômico brasileiro é favorável para que isto aconteça. ''As novas empresas vão gerar empregos e arrecadação. Existem vários grupos querendo se instalar em Londrina e a entrada desses dois é uma sinalização de que a cidade pode ser parceira. Basta viabilizarmos condições. Londrina tem tudo no que diz respieto à infra-estrutura. Temos que aproveitar o momento para 'vender' Londrina'', comentou Micheleti.
Para Rezende, a parceria entre um grupo brasileiro e um italiano mostra que a cidade tem capacidade para esse tipo de associação. ''É muito interessante esse intercâmbio com empresas da Europa porque abre as portas para que outros investidores estrangeiros se associem com empresas londrinenses'', afirmou o presidente da Codel.
Segundo Micheleti, após a assinatura do protocolo de intenções o processo de desapropriação dos terrenos deve ser concluído para enviar o projeto à Câmara de Vereadores. O valor deles, estimado pela comissão avaliadora da prefeitura, é de R$ 342 mil.


