Curitiba - A grande maioria dos industriais paranaenses está otimista quanto ao desempenho de suas empresas em 2008. Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) mostra que 87,87% dos empresários têm expectativa favorável para o ano que vem, sendo que mais de dois terços deles prevêem novos investimentos ou aumento de vendas. Segundo a Fiep, caso não ocorram alterações profundas no cenário econômico, a indústria paranaense deve crescer entre 7% e 8% em 2008.
Os dados fazem parte da Sondagem Industrial 2007-2008, realizada pelo Departamento Econômico da Fiep. No total, 652 empresas do Estado responderam a um questionário sobre suas expectativas para o ano que vem. Quase 88% delas afirmaram ter perspectivas favoráveis. Esse foi o maior índice registrado nos 12 anos em que a federação promove a pesquisa, um pouco acima dos 87,46% de 2004. No ano passado, 74,07% tinham expectativas positivas. Para 2008, o levantamento mostra ainda que 8,75% das indústrias fazem previsões desfavoráveis e 3,38%, indefinidas.
Entre os industriais que se mostram otimistas, 38,23% deverão realizar novos investimentos no ano que vem. Para outros 37,13%, a principal previsão é de aumento nas vendas. Crescimento no índice de empregos é esperado pelos 24,64% restante. As maioria das empresas (59,7%) aponta ainda que, entre as estratégias que serão adotadas em 2008, a busca pela satisfação do cliente será prioridade. O desenvolvimento dos negócios e a satisfação dos funcionários, inclusive com investimentos em capacitação, também devem pautar as ações da indústria paranaense.
A exemplo do que ocorreu em todas as sondagens anteriores, mais uma vez a elevada carga tributária do País foi apontada como a principal dificuldade enfrentada pelas empresas na disputa por espaço no mercado interno. Quase 82% das entrevistadas indicou o excesso de impostos como barreira para seu crescimento.
Apesar disso, a Fiep segue a tendência de otimismo demonstrada pelos empresários e prevê que as vendas da indústria paranaense cresçam entre 7% e 8% no ano que vem. Para o coordenador do Departamento Econômico da instituição, Maurílio Schmitt, o índice é significativo, especialmente porque 2007 já apresentou um incremento de 11% em relação a 2006. Segundo ele, a expectativa somente não se confirma se ocorrerem mudanças profundas no cenário econômico.
O presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures, também aposta que tanto a indústria paranaense quanto à economia brasileira continuarão em ascensão em 2008. Mas ele defende que o bom momento deve ser aproveitado para a execução de reformas necessárias para consolidar o crescimento do País. ''O Brasil vive um surto de crescimento, mas não podemos dizer ainda que se trata de um ciclo. Se não ocorrerem as reformas tributária, trabalhista, previdenciária e uma mudança na gestão pública, esse surto se esgota'', afirma.

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