Curitiba - A indústria do Paraná fechou o primeiro semestre de 2007 com aumento de produção e elevação na geração de empregos. A produção industrial teve um crescimento 6,98% e foram criados 42.928 postos de trabalho, o que representa um aumento de 8,19% de janeiro a junho. De acordo com dados divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), este foi o melhor primeiro semestre para criação de empregos no Estado desde 2001. O índice atingido pelo Estado inclusive foi superior a média nacional que fechou os seis primeiros meses do ano com crescimento de 4,62%.
O Paraná foi o segundo Estado que mais gerou empregos de janeiro a junho e só perdeu para São Paulo que fechou o semestre com um saldo de 153 mil novos postos. Também é o quarto Estado que mais tem trabalhadores atuando na indústria.
A agroindústria foi responsável por 24.345 empregos ou 57% do total de vagas criadas no semestre. Os setores de carnes, aves, fabricação e refino de açúcar e produção de álcool geraram 22.564 empregos ou 92,7% do total da agroindústria. O economista do Dieese, Sandro Silva, destaca que as contratações na indústria do Paraná tiveram um crescimento de 76,28% no primeiro semestre deste ano contra o mesmo período do ano passado, o que significa respectivamente 42.928 postos contra 24.352. No Brasil, o crescimento foi de 39,38%. Ele ressalta que o Paraná cresceu mais que a média nacional em função da agricultura que teve bons resultados na safra e recuperação de preços de vários produtos.
Entre os setores que geraram um volume significativo de empregos estão a indústria de alimentos, bebidas e álcool (23.553 vagas), têxtil e vestuário (5.893), química (2.449), material de transporte (2.325), madeira e mobiliário (2.200) e metalúrgica (1.826).
A produção industrial também atingiu um dos maiores patamares de crescimento no Estado só perdendo para os anos de 1994 quando a elevação foi de 11,65%, 2005 (+8,45%) e 1997 (+7,84%). Os maiores índices de crescimento ocorreram na indústria de outros produtos químicos (41,78%), minerais não metálicos (22,22%), mobiliário (16,61%) máquinas e equipamentos (16,15%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (15,90%).
A indústria paranaense também registrou desempenho positivo nas exportações. Depois da queda de 3,12% no primeiro semestre do ano passado, neste ano ocorreu um crescimento de 24,45%. O economista do Dieese, Sandro Silva, explica que as exportações foram impulsionadas principalmente pela agroindústria mas também pelas vendas externas da indústria têxtil e das montadoras.
Entre outros indicadores positivos da indústria estão os salários que tiveram um crescimento de 0,97% e o consumo de energia que cresceu 2,04%. De acordo com dados de dezembro de 2005, o salário médio do trabalhador na indústria paranaense era de R$ 933,00. No primeiro semestre, as vendas do setor cresceram 10,39% e as compras 9,05%.

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