Indústrias de genéricos faturam mais de US$ 1 bi
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terça-feira, 06 de novembro de 2007
Da redação 
O terceiro trimestre de 2007 foi o melhor da história da indústria de medicamentos genéricos no País. As vendas somaram US$ 401,1 milhões, cravando alta de 41,1% frente aos US$ 284,3 milhões verificados no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, o segmento movimentou US$ 1,083 bilhão em vendas. O montante já é superior ao acumulado de 2006.
O mercado de genéricos também cresceu substancialmente em volume. Entre julho e setembro deste ano, foram comercializadas 60,6 milhões unidades de genéricos no mercado brasileiro, contra 51,4 milhões em igual período de 2006 (crescimento de 18%). No acumulado do ano o crescimento foi de 21% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
Em contraposição, o conjunto da indústria farmacêutica evoluiu apenas 4% em volume de vendas no terceiro trimestre. Foram comercializadas 388,3 milhões de unidades de medicamentos no país no período contra 371,8 milhões entre julho e setembro do ano passado. Os genéricos tiveram papel determinante no crescimento do mercado brasileiro. Ao excluir o segmento de genéricos das vendas totais da indústria constata-se que a evolução do mercado foi de 2,2%.
Pelo critério de valor, o mercado farmacêutico brasileiro cresceu 22% entre julho e setembro de 2007 se comparado ao mesmo período do ano passado. As vendas totais de medicamentos no País somaram US$ 3,1 bilhões no terceiro trimestre deste ano contra US$ 2,5 bilhões no mesmo intervalo de 2006.
Para Odnir Finotti, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), o expressivo crescimento do mercado de medicamentos genéricos se dá por várias razões, entre elas o crescimento da massa salarial e do rendimento médio das famílias. ''Com mais recursos disponíveis, o mercado cresce'', diz Finotti.
Outro fator apontado pelo executivo é o crescente do aumento da confiança por parte de médicos e consumidores na qualidade destes produtos que custam, em média, 45% menos que os medicamentos de referência. ''Vamos crescer acima da média do mercado nos próximos anos'', prevê.


