As indústrias que mais compram energia elétrica das distribuidoras – as chamadas eletrointensivas – são as que menos participam da composição do PIB (Produto Interno Bruto) industrial e as que empregam em menor escala. As conclusões são de um estudo do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) preparado em função da crise.
O IBGE separou as indústrias em três grupos (alta, média e baixa intensidade). Maiores consumidoras energéticas, as eletrointensivas (siderurgia, alumínio, química, têxteis, mineração, papel e papelão, entre outras) consomem 62% de toda a energia comprada pela indústria. Mas só contribuem com 26,6% do PIB industrial e com 27,6% dos empregos.
Consumindo menos energia – só 13,4% do total –, as indústrias de baixa intensidade (fumo, extração de petróleo, eletroeletrônicas e confecções, entre outras) são responsáveis por 40,1% do produto do setor e por 35,6% dos empregos.
As empresas de média intensidade – como as de máquinas e equipamentos, material elétrico e refino de petróleo – gastam 24,6% da energia, têm a maior participação no emprego (36,8%) e representam 33,2% do PIB da indústria.

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