Tadeu FelisminoTransferência de tecnologiaJean-Louis Vaterkowski, diretor da Escola Nacional de BesançonImpossível pensar em transferência de tecnologia, especialmente numa área como as microtécnicas, sem o respaldo de faculdades e institutos de pesquisa, que na França atuam em íntima relação com a indústria. Nesse sentido, a comitiva do Paraná agendou uma visita à Escola Nacional Superior de Engenharias Mecânica e de Microtécnicas de Besançon - ENSMM, e uma entrevista com seu diretor, Jean-Louis Vaterkowski.
As Escolas Superiores são uma genial invenção dos franceses para enfrentar a corrida tecnológica e a competição internacional deste final de século. Trata-se de um sistema universitário paralelo ao tradicional, voltado exclusivamente para as engenharias, com grande ênfase em empreendedorismo e formação empresarial, onde o aluno tem 5 mil horas/aula em 5 anos, contra 3.000 horas/aula do sistema tradicional.
Enquanto na Universidade pública tradicional o aluno tem entrada livre, nas Escolas Superiores ele deve fazer dois anos de reforço em matemática, física e química, após concluir o segundo grau, e ainda submeter-se a vestibular e a avaliações anuais. (T.F.)

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