Industrializados puxam exportação do setor avícola
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quarta-feira, 07 de março de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As exportações de produtos industrializados do setor de aves tiveram um crescimento de 197,15% em faturamento em 2006 atingindo US$ 44,422 milhões. Em volume, o crescimento foi de 159,34% o que representou a comercialização de 19,532 milhões de quilos de frango. Este segmento deve continuar alavancando o setor neste ano.
Levantamento realizado pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), apontou que em janeiro deste ano, o faturamento com as exportações de industrializados de frango teve alta de 17,35% comparado com janeiro de 2006. Em janeiro de 2006, foram vendidos US$ 3,524 milhões de produtos avícolas industrializados, contra US$ 3 milhões em janeiro de 2006. Em volume, as exportações destes produtos tiveram alta de 3,19%. Dos 55,228 milhões de quilos de frango de corte comercializados com o exterior em janeiro deste ano, 1,484 milhões de quilos foram de produtos industrializados.
A estimativa para este ano, é que os industrializados levem a um crescimento recorde das exportações paranaenses. O presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, prevê que as exportações totais de frango de corte superem de 10% a 15% o acumulado de 2006. Com isso, as exportações paranaenses devem chegar a 820 milhões de toneladas, superior ao ano de 2005 quando o Estado vendeu 790 milhões de toneladas de frango de corte para o exterior.
No ano passado, as exportações totais do setor no Paraná tiveram queda de 5% em volume e de 9,06% em valor. Os principais fatores que influenciaram este resultado foram a influenza aviária detectada em vários países e a queda do dólar. ''O setor começou a se recuperar a partir de agosto do ano passado'', disse Martins. Para este ano, as perspectivas são de crescimento de 12% tanto na produção como nas exportações. O Paraná é o principal produtor brasileiro de frango de corte e responde por 22% da produção nacional de aves.
Eventos - A Ave Expo e o 2º Fórum Internacional de Avicultura que começaram ontem no Estação Embratel Convention Center devem receber cerca de 10 mil pessoas até amanhã. A feira reúne 50 expositores nacionais e multinacionais que trabalham no Brasil das áreas de vacinas, manejo, classificação de ovos, equipamentos e nutrição de animais.
Participam do fórum especialistas da Rússia, Alemanha, Holanda, China, Japão e Brasil para debater com produtores, empresários, cooperativistas veterinários e técnicos. Em debate temas como mercado internacional, abastecimento de grãos, sanidade, segurança alimentar, bem estar animal e nutrição. São esperados participantes de mais de 25 países.
No fórum estão sendo abordados temas relacionados à nutrição das aves de corte, com ênfase à segurança alimentar. Entre os assuntos discutidos estão uso de enzimas e probióticos e estratégias de defesa sanitária. No campo da avicultura de postura, as palestras técnicas ressaltam a importância do bem-estar animal na produção de ovos.
''Focado nas necessidades da cadeia avícola, e levando em conta suas diversas particularidades, a Ave Expo 2007 quer, sobretudo, ser um espaço para o diálogo das várias ramificações da atividade, promovendo o debate sobre os futuros rumos da avicultura. E, além disso, o evento pretende ocupar importante espaço de atualização técnica'', afirma Flávia Roppa, diretora da Animal World, a promotora do evento.
Ontem, um dos assuntos mais debatidos foi a demanda mundial de grãos em função do interesse dos Estados Unidos pelo milho para a produção de etanol. Os participantes do fórum destacaram que se o preço do milho subir, o da carne também pode sofrer reajuste. No fórum também foi discutido que os principais desafios para a avicultura são a sanidade e a competitividade que está ligada a ter insumos suficientes como milho e água.


