O processamento do feijão ainda é uma atividade pouco explorada no País. A leguminosa que, a cada dia, frequenta menos a mesa do brasileiro é utilizada pela indústria basicamente na fabricação de sopas e enlatados. Agora o feijão cozido e temperado também já está no mercado. O produto - cozido a vapor e embalado a vácuo - foi desenvolvido pela Vapza, empresa instalada em Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa). O único complicador é o preço: no mercado chega a custar até 30% mais do que o produto convencional.
O fator custo é rebatido pela empresa em nome da praticidade. Enquanto o feijão demora pelo menos 45 minutos para ser cozido, fora o tempo de preparo, o feijão já cozido está pronto e só precisa ser esquentado. ''É a tendência da indústria porque agrega valor ao produto'', diz a tecnóloga em alimentos Juliana Ferreira, supervisora de qualidade da Vapza. Por enquanto, o maior mercado conquistado pelo feijão já cozido são os restaurantes industriais e a merenda escolar.
No primeiro caso, o produto funciona como um ''apoio'' nos dias em que a quantidade de refeições servidas supera a programação inicial. O feijão também está nas escolas de São Paulo e Brasília. ''O que precisamos é de políticas que incentivem o consumo de feijão porque somente desta forma teremos mais variedade e o preço irá cair'', argumenta Juliana. O feijão utilizado pela empresa é do Paraná e de São Paulo e deve ter padrão de qualidade superior a 80%. (F.M.)

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