O diretor de compra e venda da Batávia, Arthur Voorsluy, defendeu a empresa, bastante atacada pelos produtores, dizendo que a indústria depende do produtor e por isso não há intenção de tornar a atividade inviável. Segundo ele, quem define o preço é o mercado e não a indústria.
Voorsluy fez uma retrospectiva do comportamento do mercado de leite em 2001. Segundo ele, no primeiro semestre houve um crescimento de 12% na produção de leite no País e apesar disso, na metade do ano os preços estavam altos para o consumidor, na casa de R$ 1,30, provocando uma retração no consumo. Como a indústria brasileira não estava preparada para absorver o excesso, transformando o leite fluído em leite em pó ou outro derivado, houve o excesso de envase de leite em embalagem longa vida. Esse excesso permitiu que as indústrias fizessem estoque e a consequência é que o preço pago ao produtor continua baixo.
Questiona pelo relator da CPI, deputado César Silvestri, sobre quem seria o grande vilão desta história, Voorsluy disse que é a falta de gerenciamento. Para ele, indústria, produtores e governo não estão andando juntos e por isso surgem as distorções. E completou lembrando que do valor pago por cada litro de leite industrializado, cerca de R$ 0,20 representa impostos e portanto, fica para o governo.

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