Empresários e trabalhadores das indústrias da região vão participar do movimento nacional ''Grito de Alerta'' na próxima terça-feira. Ontem, eles se reuniram na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Londrina, para discutir como será o protesto contra a desindustrialização. A ideia é fechar uma pista de avenida ou rodovia em Londrina ou Cambé, com o apoio da Polícia Militar, a partir das 9 horas. O protesto também será realizado em Assaí, provavelmente, em frente à fábrica Jumbo.
''Vamos reunir empresários, trabalhadores e lideranças e mostrar os motivos do nosso protesto'', adiantou o coordenador da Fiep na cidade, Clóvis Coelho. O local da manifestação deve ser definido hoje. A estimativa é que cerca de 1,5 mil pessoas participem do ato nas duas cidades. ''Levaremos faixas e panfletos e abriremos espaço para pronunciamentos de lideranças'', completou.
O Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego é um movimento nacional que tem o objetivo de chamar a atenção do governo federal para a situação do setor no País. Em alguns estados ele já está sendo realizado.
De acordo com o economista Robson Gonçalves, professor do Instituto Superior de Administração e Economia do Mercosul/Fundação Getúlio Vargas (ISAE/FGV) em Curitiba e São Paulo, o processo de desindustrialização tem origem na concorrência estrangeira, principalmente a chinesa, aliada à valorização do real.
''A indústria chinesa está progredindo e ingressando em novos ramos. Eles começaram com os têxteis e os eletrônicos menos complexos e chegaram ao setor automobilístico. E o custo da mão de obra é muito baixo. Quando associado à forte valorização do real frente ao dólar e ao yuan (moeda chinesa), acaba tendo um barateamento muito grande dos produtos chineses.''
Outras informações sobre o protesto podem ser obtidas pelo telefone (43) 3379 5231.

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