Os empresários estão prevendo demissões para este ano por causa do racionamento de energia elétrica, da pressão no câmbio e das constantes altas nos juros. De acordo com a pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a perspectiva de redução do número de empregados é maior entre as pequenas e médias empresas, que acreditam não ser possível reduzir o consumo de energia sem a demissão de funcionários.
De acordo com a pesquisa da CNI, o indicador relativo a empregos vinha mostrando resultados positivos desde o quarto trimestre de 1999. No entanto, no segundo trimestre de 2001, o indicador ficou negativo, caindo para 47,6 pontos. O indicador varia no intervalo de 0 a 100 e valores abaixo de 50 pontos revelam pessimismo do setor produtivo no País.
‘‘O resultado é uma reação da desaceleração das atividades industriais com reflexos no mercado de trabalho’’, disse o coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. Para Castelo Branco, entretanto, o momento mais delicado ainda está por vir. ‘‘A situação econômica atual é a pior desde a crise de 1998-1999’’, diz a CNI ao se referir à mudança no regime de câmbio em janeiro de 1999. O estudo – realizado entre os dias 21 de junho e 17 de julho – contou com a participação de 1.404 empresários em todo o País. Desses, 1.148 mil trabalham em empresas de pequeno e médio portes e 256, em grandes indústrias. (AE)

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