Indústria vendeu 1,19% menos no bimestre do racionamento
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quinta-feira, 06 de setembro de 2001
Agência Folha 
As vendas reais da indústria acumularam uma queda de 1,19% em junho e julho, os dois primeiros meses do racionamento de energia. O índice dessazonalizado divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) já considera as vendas sem a influência de fatores típicos do período, como o Dia dos Namorados, por exemplo.
As vendas reais apresentaram em julho, pelo segundo mês consecutivo, uma retração, mas, na avaliação da CNI, apesar da crise de energia e da mudança no quadro macroeconômico, a atividade industrial registrou queda menos intensa do que era esperado pelo setor.
Na comparação com julho do ano passado, o crescimento das vendas reais atingiu 17,29%. O índice original de julho, em comparação com o mês anterior, registrou um crescimento de 2,33%, se considerados os efeitos sazonais. No acumulado do ano, as vendas já apresentam crescimento de 15,78%.
A CNI divulgou também que a utilização da capacidade instalada na indústria atingiu em julho 79,9%, o menor nível deste ano. O índice dessazonalizado ficou em 79,5%, o que significou recuo de 0,7 ponto percentual com relação ao mês anterior.
O índice dessazonalizado já considera o desempenho sem a influência de fatores típicos do período. O recuo, no entanto, foi menor que o observado em junho (1 ponto percentual) de 2001. Na comparação com julho do ano passado, a queda foi de 1 ponto percentual no índice original e de 0,8 ponto percentual no índice dessazonalizado.
Com relação a emprego, o índice na indústria apresentou queda de 0,25% em julho na comparação com o mês anterior. O índice dessazonalizado do nível de pessoal empregado recuou 0,20%. Na comparação com julho do ano passado, o resultado está positivo, revelando aumento de 1,26%, No acumulando do ano, a alta é de 2%.
De acordo com o coordenador da unidade de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, o resultado de julho reforça a mudança de tendência do emprego industrial. ''Os resultados de junho e julho interromperam a trajetória de alta que até então vinha sendo observada.''
O total de salários pagos foi o único indicador industrial a apresentar alta em julho (0,6%), com relação a junho, considerando o índice dessazonalizado. No índice original, a alta foi um pouco menor, ficando em 0,34%.
Na comparação com julho do ano passado, o total de salários pagos cresceu 0,42%, atingindo 4,99% no acumulado de 2001. De acordo com os técnicos da CNI, o total de salários pagos reflete tanto o aumento do nível de emprego (2% no acumulado do ano) quanto o crescimento do salário real médio por trabalhador, que foi de 2,93% na média dos sete meses.


